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Quem tem pena do coitado...

  • Foto do escritor: Eugênio Rego
    Eugênio Rego
  • 12 de jan. de 2024
  • 2 min de leitura

Vai para o lugar dele! Esse antigo ditado bem que poderia ser o mote para o polêmico e badalado filme "Saltburn" (Prime Video) - o novo thriller de Emerald Fennel, atriz e roteirista especialista em plot twists de fazer cair o queixo do espectador.


Ganhadora do Oscar de roteiro original por "Bela Vingança" (2022), a artista inglesa multitarefa é forte candidata a levar outra estatueta na principal premiação do cinema mundial esse ano por seu novo filme.


"Saltburn" foi lançando na véspera de Natal na Prime Vídeo e, não bastasse as presenças de Barry Keoghan, Jacob Elordi e a classuda e e talentosa Rosamund Pike, o roteiro, uma marca pessoal de Fennel, é um caso à parte.


É compreensível que as cenas polêmicas protagonizadas pelo deslocado e insuspeito Oliver Quick (Keoghan) ganharam mais destaque na internet pela obviedade de destacar a paixão e desejo doentios e encubados por Felix Catton (Elordi).



É sob essa tensão que o enredo se desenrola numa crescente de dúvidas, incertezas e promessas não cumpridas que mais parecem uma valsa digna do castelo no interior Inglaterra que dá nome ao filme e é o cenário mais que perfeito para a trama.


Oliver Quick é um garoto superdotado e recém-chegado à Universidade de Oxford. Fruto de uma família disfuncional, ele encontra nos estudos um escape para criar sua narrativa pessoal. Na faculdade conhece Catton, o jovem e charmoso aristocrata, herdeiro de família nobre que leva uma vida de rock star fora da sala de aula.


A dupla se forma rapidamente com Catton usando seu charme e magnetismo para desviar Quick da vida nerd do calouro. A amizade se solidifica a ponto de surgir um convite para que Quick passe as férias de verão na propriedade de sua família.


É justamente na ensolarada e um tanto surreal Saltburn que as reviravoltas magistrais da roteirista colocam em cheque tudo aquilo em que o espectador acreditou até agora. Absolutamente ninguém é o que parece ser.


Até mesmo para quem assistiu à "Bela Vingança", Fennel surpreende ao dobrar a aposta em subverter mais uma vez a narrativa e nos fazer sentir enganados por alguém acima de qualquer suspeita.



Se no filme de 2020, Cassandra Thomas (Carey Mulligan) é uma justiceira na pele de uma doce e inofensiva vendedora de uma cafeteria, dessa vez Fennel nos conta seu lado da estória de alpinismo social predatório em que o personagem principal é cirúrgico no xadrez para eliminar seus oponentes e levar o grande prêmio.


Para além das polêmicas cenas do sexo oral no ralo da banheira e dança final de Oliver Quick nu pela salas do castelo, "Saltburn" é um filme muito intrigante que engaja por nos fazer pensar e repensar sobre quem são aquelas pessoas exóticas e amorais, que vivem numa espécie de universo paralelo, mas que se mostram tão frágeis a ponto de permitir que um completo estranho se torne o principal elo entre elas.


"Saltburn" tem tudo para se tornar o segundo Oscar de roteiro original para a inteligente e "hitchcockiana" Emerald Fennel.






 
 
 

3 comentários


Flavia Lêda Mendes
Flavia Lêda Mendes
15 de jan. de 2024

Filme, de fato intrigante, cuja trama surpreende até o espectador mais experiente! Digno de aplausos!

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Marcia Moura
Marcia Moura
13 de jan. de 2024

Genteeeee!Que loucura de filme.....extremamente intrigante quando as nuances de uma mente privilegiada com a genialidade e o quão perogosa é se usada para o lado negro....ou para que una mente perturbada pode crisr e destruir....final no minimo pecular de uma mente sociopata. Resumindo...adorei!

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Sergio Guerra
Sergio Guerra
12 de jan. de 2024

Me lembrei de um filme do século passado, rsrs, "Mulher Solteira Procura". Ou seja, vou assistir.

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